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Teatro Municipal de Ourém – Março 2022

21 Fevereiro, 2022

 

Ciclo de Cinema Pedro Almodóvar
2 março | Tudo sobre a minha Mãe
9 março | Fala com Ela
16 março | Volver
23 março | Mães Paralelas
Sala Estúdio do TMO | 21:30 | 3€

CICLO DE CINEMA PEDRO ALMODÓVARTUDO SOBRE A MINHA MÃE

“Tudo Sobre a Minha Mãe” é o filme da consagração de Pedro Almodóvar. Apesar de ter falhado a Palma de Ouro em Cannes, não falhou o Óscar de Hollywood para o Melhor Filme Estrangeiro. É o cume da última fase da obra do realizador espanhol – ou seja, o melodrama surdo, deixando para trás as cores gritantes -, numa comovente história de perdas e redenções: uma mãe solteira perde o filho num acidente, e ao querer ir ao reencontro do passado perdido acaba por encontrar uma hipótese de futuro. Nas ruínas do conceito restrito de família, Almodóvar propõe a sua família para o século XXI: um conceito alargado, cheio de figuras de substituições, onde cada um toma o lugar do outro, onde o pai se descobre mulher. É uma utopia calorosa.

Título original: Todo Sobre Mi Madre
De: Pedro Almodóvar
Com: Candela Peña, Cecilia Roth, Marisa Paredes, Penélope Cruz
Género: Drama, Comédia
Classificação: M/16
Outros dados: FRA/ESP, 1999, Cores, 105 min.

 

CICLO DE CINEMA PEDRO ALMODÓVARFALA COM ELA

Depois de “Tudo sobre a Minha Mãe”, Pedro Almodóvar volta a surpreender com “Fala com Ela”, uma história sobre a incomunicação, a comunicação entre casais e sobretudo sobre a solidão, o amor e a vida. Os reposteiros cor-de-salmão que cobrem o cenário abrem-se para um espectáculo de Pina Bausch, “Café Müller”. Entre os espectadores, dois homens que não se conhecem – Benigno, um enfermeiro, e Marco, um jornalista de 40 e poucos anos – estão sentados lado a lado. No palco, repleto de cadeiras e mesas de madeira, duas mulheres de olhos fechados e braços estendidos movem-se ao compasso de “The Fairy Queen”, de Henry Purcell. Marco emociona-se e começa a chorar. Benigno vê o brilho das suas lágrimas na escuridão da plateia. Gostava de lhe poder dizer que também ele está emocionado com o espectáculo, mas não se atreve. Meses depois, os dois homens voltam a encontrar-se na clínica “El Bosque”, uma instituição privada onde Benigno trabalha. Benigno cuida de uma mulher, Alicia, uma jovem bailarina que está em coma. Este é o início de uma amizade entre os dois homens. Dentro do filme, há ainda espaço para um outro filme, “O Amante Minguante”, um filme mudo, a preto e branco, também realizado por Almodóvar.

Título original: Hable con Ella
De: Pedro Almodóvar
Com: Darío Grandinetti, Javier Cámara, Leonor Watling, Rosario Flores
Género: Drama, Romance
Classificação: M/16
Outros dados: ESP, 2002, Cores, 112 min.

 

CICLO DE CINEMA PEDRO ALMODÓVARVOLVER

Depois de “Má Educação”, Pedro Almodóvar volta a olhar o universo das mulheres, num filme que marca também o seu regresso e reconciliação com a sua terra natal, as suas raízes e a sua própria mãe.
Três gerações de mulheres sobrevivem ao vento quente, ao fogo, à loucura, à superstição e até mesmo à morte, graças à bondade, mentiras e uma vitalidade sem limites.
São elas Raimunda (Penélope Cruz), casada com um operário a viver do subsídio de desemprego e uma filha adolescente (Yohana Cobo); Sole (Lola Dueñas), a sua irmã, que ganha a vida como cabeleireira; e a mãe de ambas (Carmen Maura), morta num incêndio, juntamente com o marido.
O fantasma de Carmen regressa à terra para ajudar primeiro a sua irmã (Chus Lampreave) e depois Sole. Embora seja com Raimunda que tenha em vida deixado assuntos pendentes, tal como fez com a vizinha da sua aldeia, Agustina.
O conjunto de actrizes de “Voltar” ganhou o Prémio de Melhor Interpretação Feminina no Festival de Cannes.

Título original: Volver
De: Pedro Almodóvar
Com: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas
Género: Comédia Dramática
Classificação: M/12
Outros dados: ESP, 2006, Cores, 120 min.

 

CICLO DE CINEMA PEDRO ALMODÓVARMÃES PARALELAS

Janis e Ana conhecem-se num quarto de uma maternidade, quando estão prestes a dar à luz. Janis, que já passou dos 40, apesar de não ser uma gravidez planeada, encara o momento com alegria. A jovem Ana, pelo contrário, está aterrorizada com o que está prestes a acontecer. Naquele momento tão marcante das suas vidas, elas vão criar um laço profundo que se prolongará pelo tempo.
Estreado no Festival de Cinema de Veneza – onde Penélope Cruz recebeu o Prémio Volpi Cup de melhor actriz –, este melodrama sobre os diversos lados da maternidade foi escrito e realizado pelo multipremiado realizador espanhol Pedro Almodóvar. No elenco, para além de Cruz, estão também as actrizes Milena Smit, Aitana Sánchez-Gijón, Daniela Santiago, Julieta Serrano e Rossy de Palma.

Título original: Madres paralelas
De: Pedro Almodóvar
Com: Penélope Cruz, Rossy de Palma, Aitana Sánchez-Gijón
Género: Animação
Classificação: M/12
Outros dados: ESP, 2021, Cores, 120 min.

 

40.º Aniversário da Orquestra Típica de Ourém | AMBO
6 março | 15:30 | 2,5€
Música | Sala Principal do TMO

No âmbito do 40º aniversário da Orquestra Típica de Ourém, esta secção da Academia de Música Banda de Ourém (AMBO) convida a Orquestra Típica Albicastrense a pisar simultaneamente o palco, promovendo um concerto com diferentes sonoridades oriundas da alta estremadura, beira baixa e de outras “paisagens musicais” portuguesas. As orquestras regidas pelos maestros José António Santos e Carlos Salvado interpretarão em conjunto vários temas de grande êxito. Um espetáculo a não perder com cerca de uma centena de músicos em palco!

 

Dicionário + Para que serve a Cultura?, por José Maria Vieira Mendes
7 + 8 março | 10:00 | Público Escolar
Oficina + Miniconferência | TMO

DICIONÁRIO

A partir de DICIONÁRIO, texto dramático de sua autoria, José Maria Vieira Mendes orienta uma oficina em que os participantes leem a peça em conjunto e discutem-na, aproveitando a conversa para pensar o modo como lemos literatura dramática e como nos relacionamos com as temáticas sugeridas pelo texto. Num segundo momento, poderá haver lugar à preparação de uma leitura informal para apresentação do texto a outros, consoante o interesse do grupo e da instituição de acolhimento, abrindo-se o trabalho então a outro tipo de questões levantadas pela problemática da leitura pública.

DICIONÁRIO, de José Maria Vieira Mendes, pretende reproduzir a experiência que não é só a de um jovem em crescimento, mas que perdura pela vida. Trata-se da experiência de ter de lidar com opiniões sobre o nosso estar, e de querer opinar sobre o estar dos outros. Max, protagonista silenciosa desta peça, irá encontrar-se e cruzar- se com pessoas que lhe vão propor outras formas de “entrar”, “sair”, “dançar”, “contar”, “fazer” ou “viver”, como se a vida fosse um dicionário e estar nela fosse uma tentativa de corresponder às definições. Mas se o objetivo é tentar domar e agarrar Max, o resultado será perdê-lo.

Classificação etária: M/14
Duração: 2h30

 

PARA QUE SERVE A CULTURA?

A cultura serve para mudar? E, quando muda a cultura, o que é que acontece à cultura? A cultura cultiva? Ou é um culto? E acaba? Quando é que começou? Cultura é passado? É antiga? Então para que serve hoje a cultura? Qual cultura? A dela? Ministério da Cultura? Políticas culturais? Agentes culturais? Culturas culturais da cultura culta? Que palavras são estas? Já não sei o que estou a dizer. São muitas perguntas, muitas, a que esta miniconferência não promete dar resposta. Mas quer fazer perguntas, quer questionar a cultura. Será que é para isso que a cultura serve?

Classificação etária: M/9
Duração: 40 min

 

Ciclo Albardeira – João Borsch | Bia Maria
10 março | 21:30 | 5€
Música | Caixa de Palco do TMO

JOÃO BORSCH

Impulsionado pela excentricidade e um ecletismo inabalável, o madeirense João Borsch escreve e produz canções que emanam tanto de revivalista como de megalómano, num pasodoble entre a sensibilidade pop e um entusiasmo inexorável de se reinventar e de se movimentar. Quando estas canções foram escritas, foram-no em bold.

Do seu novo e ambicioso disco ‘Uma Noite Romântica com João Borsch’, lançou os singles ‘Douradinhos’, ‘Boca Cheia’, ‘Sorte a Minha’ e ‘Madrugada’, prometendo neste longa-duração um encontro de géneros e atmosferas diagonalmente opostos, assinando sempre no rodapé desta mescla o seu cunho pessoal.

BIA MARIA

Beatriz Pereira é a voz e mente deste projeto. Nascida e criada em terras Oureenses, iniciou os estudos musicais desde cedo na escola local onde se foi apaixonando, com o passar do tempo, pelos mesmos. Licenciada em Formação Musical e Direção Coral pela ESML, foi no decorrer da mesma que decidiu que estava na altura de o mundo ouvir a sua voz e as mil e uma ideias que correm por segundo na sua cabeça.

O projeto já passou por palcos como o NOS Alive, Festival Para Gente Sentada ou até do Festival Termómetro. Tendo participado também em projetos como A Música Portuguesa a Gostar dela Própria ou Porta253 e editou a música Dissabor na coletânea Novos Talentos FNAC 2019.

 

A Albardeira – Associação Cultural, é uma entidade jovem, sem fins lucrativos, fundada em 2021 por um grupo de jovens oureenses. A associação surge para ocupar um vazio no panorama cultural jovem no concelho. O campo de atividade da Albardeira centra-se na ação e manifestação cultural e artística. Os seus principais eixos consistem na conceção, promoção e difusão de projetos de cariz cultural, social e artístico, procurando fomentar o desenvolvimento destas áreas nas camadas jovens, dentro do concelho de Ourém. A associação tem como objetivo a promoção de atividades a nível local e nacional, através da colaboração com outras entidades e associações, incluindo artistas, jovens e comunidades emergentes.  

Uma noite por mês, um artista oureense cruza-se com um espécimen da flora nacional. Uma parceria da Albardeira Associação Cultural com o Teatro Municipal de Ourém.

Classificação etária: M/6
Duração: 80 min

 

Nisto, de Pedro Penim + Arranjo Floral, de Filipe Pereira, pelo Teatro Praga
12 março | 21:30 | 7,5€ (descontos aplicáveis)
Teatro | Sala Principal do TMO

NISTO + ARRANJO FLORAL são duas obras apresentadas em conjunto que foram criadas originalmente para um ciclo de conferências-performance – com curadoria da dramaturga, encenadora e realizadora Argentina Lola Arias – em que artistas de diferentes disciplinas apresentam uma investigação pessoal, uma experiência radical, uma história que secretamente os obceca.

A conferência-performance é uma práxis experimental e híbrida que vai além do formato académico da palestra e que, ao fundir aspetos performáticos e educacionais, permite um maior comprometimento intelectual, emotivo e afetivo do público. Este formato deseja expandir-se para além dos meios codificados da instalação e da performance e, consequentemente, assume uma promiscuidade performativa heterogénea.

 

NISTO

O encenador e ator Pedro Penim apresenta NISTO e confessa uma paixão secreta que o leva muito longe pelo mar da Internet. Um vício inocente e obscuro que nunca revelou antes: a sua “coleção de ilhas”. Há muito que o encenador pesquisa, recolhe e sistematiza informação sobre diversas ilhas desabitadas e/ou remotas e esta criação pretende pôr em cena um discurso que possa dar pistas sobre este interesse pelo isolamento, a evasão e a demarcação do espaço.

Em Nisto, Pedro vai-nos levando como espectadores ao interior da mente de alguém que procura incessantemente e faz-nos pensar sobre as nossas próprias obsessões. O que fazemos em segredo nos nossos computadores quando ninguém nos vê?

PEDRO PENIM é um dos diretores artísticos do coletivo Teatro Praga. O seu trabalho como encenador e ator estende-se também escrita, às conferências, tradução e formação e já foi apresentado por todo o território português bem como em França, Itália, Brasil, Reino Unido, China, Alemanha, Espanha, Eslováquia, Turquia, Israel, Eslovénia, Noruega e Hungria.

Recentemente, a sua peça Antes/Before serviu de guião ao filme “Past Perfect” de Jorge Jácome, integrado na seleção oficial da Berlinale 2019. Fora do Teatro Praga trabalhou com os ingleses Forced Enternainment (Quizoola!, 2014), a companhia belga tg STAN (Point Blank, 1998), Ant Hampton e Tim Etchells (The Quiet Volume, 2012) e Nassim Suleimanpour (White Rabbit, Red Rabbit, 2019).

ARRANJO FLORAL

O coreógrafo e bailarino Filipe Pereira apresenta ARRANJO FLORAL, uma conferência-performance sobre um artista nascido em Fátima, entre procissões gigantescas, arranjos de flores e lojas de souvenirs religiosos. Um percurso que nos leva através de uma biografia que vai da fé ao ateísmo, da virgindade ao despertar sexual, da arte das flores à arte da dança e vice-versa. Acompanhado por flores, coreografias e histórias, Filipe deixa-nos a pensar sobre quanto do nosso passado está em tudo o que fazemos, quanto do nosso destino está escrito e quanto está nas nossas mãos.

FILIPE PEREIRA é coreógrafo, bailarino e designer floral. Como coreógrafo destaca as peças “Nova Criação” e O que fica do que passa”, em colaboração com Teresa Silva; e “Hale — Estudo para um organismo artificial”, em colaboração com Aleksandra Osowicz, Inês Campos, Helena Martos e Matthieu Ehrlacher.

Como bailarino tem vindo a trabalhar com João dos Santos Martins, Sofia Dias & Vítor Roriz, Dinis Machado, Beatriz Cantinho e Martine Pisani, entre outros. Como designer desenvolve o seu recente projeto Antese, em que cria composições florais para diversos fins.

 

FICHA ARTÍSTICA

NISTO + ARRANJO FLORAL são projetos criados dentro da edição portuguesa do ciclo Mis Documentos de Lola Arias no Teatro do Bairro Alto – TBA em Lisboa, Fevereiro de 2020)

Curadoria – Lola Arias
Dramaturgia – Bibiana Mendes Picado
Apoio à Residência Artística – Estúdios Victor Córdon
Coprodução – Teatro do Bairro Alto – TBA e Teatro Praga
NISTO | Criação e Interpretação – Pedro Penim
ARRANJO FLORAL | Criação e Interpretação – Filipe Pereira
Voz Off Audio – Maria de Oliveira Coelho
Fotografias – Filipe Pereira, Manuel Pereira e António Marto
Ponto – Pedro Penim

Ambos os espectáculos foram seleccionados para a 7a edição da PT.21 | Plataforma Portuguesa de Artes Performativas / O Espaço do Tempo

 

Preço: 7,5€
Preço com desconto: 6€
(desconto JOVEM para menores 30 anos; desconto SÉNIOR para maiores 65 anos; desconto FAMÍLIAS para famílias de 3 ou mais elementos com adulto(s) e criança(s) até aos 12 anos; desconto CULTURAL para alunos e professores de Conservatórios, Academias, Escolas de Artes e Ensino Superior Artístico)

Classificação etária: M/12
Duração: 120 min c/ intervalo

 

Gente Nossa e Convidados – Apresentação do álbum de estreia
13 março | 18:00 | 5€
Música | Sala Principal do TMO

CONVIDADOS
Rão Kyao – Flauta Transversal
Dalila Marques (Quinta do Bill) – Violino
Pedro Ferreira (Anaquim) – Teclas
António Duarte Martins – Guitarra Portuguesa
Elsa Gomes – Fadista
Marta Fernandes (Virgul) – Bailarina
Pedro Gonçalves – Baixo

 

GENTE NOSSA

O “Gente Nossa” tem vinte anos de existência e nasceu das reuniões regulares de um grupo de amigos oriundos de vários projectos, mas com um gosto comum: A Música Tradicional. Embora o enfoque, inicialmente, fosse a música tradicional portuguesa, com o tempo, acabou por abarcar outras culturas. Essas influências variadas estão presentes e são bem visíveis nos originais deste nosso álbum de estreia.

O grupo já teve várias formações ao longo destes vinte anos de existência. Neste momento, é constituído por seis elementos dos quais, três, se mantêm desde o início. Os outros três, bastante mais novos, são fruto da aposta que fizemos na renovação e na melhoria das performances ao vivo que se exigem nesta altura em que nos mostramos ao público de uma forma mais profissional, com o lançamento do nosso primeiro álbum de originais.

Quanto a este, que tem, propositadamente, o mesmo nome da banda, é constituído por doze originais (mais uma faixa extra) em que um dos objectivos é a divulgação da poesia portuguesa desde a Idade Média até a actualidade. Assim, em oito dos temas as letras são da autoria dos poetas portugueses mais consagrados, onde não foram esquecidos Camões e Pessoa, entre outros. Os restantes quatro, têm letras de autores da nossa terra, do distrito de Santarém, alguns deles também já com livros publicados.

Nesta primeira produção usamos instrumentos tradicionais numa fusão com instrumentos eléctricos e digitais, uma experiência que não é nova, com muitos e bem-sucedidos exemplos na produção musical do nosso país. Muitos deles serviram-nos de inspiração. Ainda assim, mesmo sendo um campo já tão explorado, achámos que poderíamos trazer algo de novo, feito à nossa maneira.

Classificação etária: M/6

 

Conchas, pela Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora + Workshop, por Ricardo Falcão
17 março | 10:00 + 14:30 | Público Escolar
Música + Marionetas | Caixa de Palco do TMO

Música e marionetas num espetáculo para bebés!

O projeto «Hands full of Shells and Feet full of Flowers» é um processo criativo colaborativo desenvolvido entre a d’Orfeu Associação Cultural (Águeda, Portugal), a companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora (Espinho, Portugal) e a Franzisca Aarflot produksjoner (Svelvik, Noruega).

A grande inspiração para este projeto é, indubitavelmente, o mar e todo o seu universo, uma vez que é, por excelência, o elemento comum a Portugal e Noruega. Ambos têm uma forte relação com o mar e os seus povos apresentam alguns traços temperamentais decorrentes da saudade e de ter os seus entes queridos longe no mar e em águas perigosas.

Partindo da memória coletiva de ambos os países, associada ao mar e interligando o folclore e tradição dos dois países, foram-se desvendando e explorando semelhanças e diferenças socioculturais entre os dois países e integrando valores universais como o amor, justiça, igualdade, verdade, amizade, entre outros, tão presentes nos contos tradicionais. Misturou-se a música, a expressão dramática e corporal, o movimento e as marionetas e encontrou-se um compromisso cultural identitário. Um espetáculo icónico onde a abordagem não-verbal ganha forma através da fusão fonética das duas línguas, criando novas palavras e sons, aliada à musicalidade e à linguagem corporal.

CONCHAS conta a história de viajantes, pintados na tela, reais e imaginários. Coloca as tuas mãos em concha e segura os sonhos, que apesar de se escoarem não deixam de escorrer, ainda que mais lentamente. Continuamos a privilegiar os bebés e as suas famílias, porque este público é a semente que germina.

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Encenação – Filipa Mesquita

Elenco Portugal
Joana Martins (interpretação e manipulação)
Ricardo Falcão (interpretação e música)

Elenco Noruega
Idun Losnegård (interpretação e dança)
Lenka Rozenahl (interpretação e manipulação)

Apoio à Dramaturgia – Franzisca Aarflot
Criação musical – Manuel Maio e Ricardo Falcão
Marionetas, cenografia e adereços – enVide nefelibata
Figurinos – Patrícia Costa
Técnico de iluminação – César Cardoso
Coordenação do Projeto – Luís Fernandes

Classificação etária: Para todos

 

Cascas D’OvO, por Jonas & Lander
19 março | 21:30 | 7,5€ (descontos aplicáveis)
Dança | Sala Principal do TMO

Cascas d’OvO nasceu da necessidade de explorar uma comunicação telepática, sobre-humana, enquanto expoente máximo da conexão relacional de um casal. Cascas d’OvO oferece a experiência de uma nova dimensão de diálogo, onde se repensam as relações sociais e as suas formas de expressão: o teatro como microcosmos da sociedade que submerge o público no silêncio e na música de corpos que comunicam.

Peça distinguida como Priority Company 2014 pela rede europeia Aerowaves.

 

JONAS & LANDER

Jonas nasce em Lisboa a 6 de Junho de 1986 e dois anos mais tarde nasce Lander no Rio de Janeiro, a 19 de Janeiro de 1989. Em 2010 privam na Escola Superior de Dança em Lisboa, aquando da sua formação académica, dando início às suas primeiras colaborações em dança.

A obra dos criadores JONAS&LANDER é reconhecível no panorama da dança portuguesa, como uma obra com forte assinatura de autor, com contornos singulares explorando a fundição entre as distintas artes cénicas, com especial destaque para a música. Esta característica é desde logo aflorada em Cascas d’OvO (2013), a sua primeira criação, onde o sentido rítmico é vertiginosamente usado como fio condutor de toda a peça. Desde então JONAS&LANDER têm-se estabelecido com peças reconhecidas pela crítica e com forte incentivo por parte das estruturas de apoio às artes em Portugal e na Europa. No seu trajeto, contam já com um variado leque de peças de autor como Matilda Carlota (2014), Arrastão (2015), Adorabilis (2017), Lento e Largo (2019), Coin Operated (2019) e Bate Fado (2021); desenvolvendo ainda projetos com comunidades locais como a peça Playback para o Festival Materiais Diversos (2013) ou Caruma (2014), a convite da Estufa Plataforma Cultural. Vêem duas das suas peças eleitas para Aerowaves Priority Company, ganham o 2º prémio no No Ballet International Choreography Competition (AL); Lento e Largo é considerado pelos jornais Público e Expresso como um dos 10 melhores espetáculos de 2019, sendo ainda nomeado para Melhor Coreografia pela Sociedade Portuguesa Autores; Bate Fado destaca-se na criação portuguesa com uma digressão intensa em Portugal e noutros países em 2021 e 2022, além de eleito o Melhor Espetáculo de 2021, no Jornal Expresso.

Contam com apresentações em solo nacional e internacional passando pelos continentes Europeu, Latino-Americano, Asiático e Africano. Entram na série documental da RTP2 Portugal que Dança (2017) com um episódio dedicado a JONAS&LANDER e em cinema integram no filme Body Buildings (2020).

Separadamente, Lander vê o seu primeiro solo, Noodles never break when boiled, distinguido em 2011, com 1º prémio no Festival Koreografskih Minijatura (SRV), assina o dueto OHM (2016) para a companhia Staatstheater Mainz (AL) e colaborou com outros criadores como Tomaz Simatovic, Marlene Monteiro Freitas, Luis Guerra, entre outros.

Jonas, por sua vez, inicia em 2002 a sua formação artística na escola de artes Chapitô. Desde então trabalhou com diversos encenadores e coreógrafos, como Tiago Guedes, Clara Andermatt, Jérôme Bel, Vera Mantero, Maria João e Mário Laginha, Filipe La Féria, António Pires, Adriano Luz, Madalena Victorino, entre outros. Em 2006 inicia a sua carreira como fadista em Londres e em 2011 edita o seu primeiro álbum Fado Mutante distinguido com o prémio Carlos Paredes 2012. Em 2021 lança o seu primeiro álbum como cantautor, São Jorge, com edição pela Valentim de Carvalho e produção musical de Jorge Fernando.

 

FICHA ARTÍSTICA

Conceito e coreografia: Jonas&Lander
Interpretação: Jonas Lopes e Lander Patrick
Desenho de luz: Lander Patrick e Rui Daniel
Operação de luz: Rui Daniel
Produção (criação): Clara Antunes
Casa de Produção: Associação Cultural Sinistra
Direção de produção: Patrícia Soares
Produção executiva: Inês Le Gué
Assistência de produção: Gabriel Lapas
Apoio à internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian
Coprodução: Festival Materiais Diversos

 

Preço: 7,5€
Preço com desconto: 6€
(desconto JOVEM para menores 30 anos; desconto SÉNIOR para maiores 65 anos; desconto FAMÍLIAS para famílias de 3 ou mais elementos com adulto(s) e criança(s) até aos 12 anos; desconto CULTURAL para alunos e professores de Conservatórios, Academias, Escolas de Artes e Ensino Superior Artístico)

 

Classificação etária: M/16
Duração: 45 min

 

Fábrica de Matar Baleia, pelo Grupo de Teatro Juvenil do TMO
25 março | 10:00 + 14:30 | Público Escolar
26 março | 21:30 | 5€
Teatro | Sala Principal do TMO

É possível medir a vida?
E o que na vida criamos, sentimos, recordamos, desejamos – é possível medir?
Fábrica de matar baleia narra a travessia de uma personagem que, após a experiência extraordinária de ter visto uma baleia, passa a ver um mundo diferente, onde tudo o que há e todas as formas de medir o que há são questionáveis e questionadas.
Fábrica de matar baleia, é um texto da autora Keli Freitas e integra a edição 2022 do projeto PANOS, Palcos novos palavras novas, do TNDMII.

 

FICHA ARTÍSTICA

Texto: Keli Freitas
Encenação: Eduardo Dias
Interpretação: Carlos Malta, Carlota Santos, Cristiana Ligeiro, David Anagnoste, Eduarda Marques, Francisca Ferraz, Francisco Amaral, Inês Pereira, Leonor Lopes, Leonor Pereira, Marina Freire Simões, Paula Bernardino Santos, Pedro Oliveira.
Produção executiva: Teatro Municipal de Ourém

Classificação etária: M/12
Duração: 70 min

 

Arma-se um 31 no 27 – Comemoração do Dia Mundial do Teatro
27 março | 11:00 | Gratuito
Conferência | Sala Estúdio do TMO

O Teatro Municipal de Ourém convida a comunidade para uma conversa com café! Falar-se-á de teatro e dos seus processos na ressaca da estreia do Grupo de Teatro Juvenil do TMO e será lançada a proposta do Grupo de Teatro Maior de Idade do TMO.
Uma conversa aberta a todos!

 

Quem quer ser Saramago?, pela Andante Associação Artística
29 março | 11:00 + 14:45 | Público Escolar
Teatro | Sala Principal do TMO

“A grande e decisiva arma é a ignorância. É bom que eles nada saibam, nem ler, nem escrever, nem contar, nem pensar, que considerem e aceitem que o mundo não pode ser mudado, que este mundo é o único possível, tal como está, que só depois de morrer haverá paraíso.”
JS in Levantado do Chão

Agora, mais do que nunca, as palavras de José Saramago ajudam-nos a compreender, a lutar e a ultrapassar os tempos conturbados em que vivemos.
Quem quer ser Saramago?
Como num jogo somos levados através do universo da escrita de José Saramago, com avanços e recuos, ultrapassando uma dificuldade aqui, fazendo uma descoberta ali.
Quem quer ser Saramago?
Uma viagem contra a crueldade, a humilhação e a mentira, guiada pela “Voz” e pela obra do único Nobel da Língua Portuguesa, com destino a um mundo mais digno, justo e verdadeiro.

ANDANTE ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA
A Andante é uma companhia de teatro que se dedica exclusivamente à promoção da leitura. Desenvolvemos este trabalho há mais 20 anos nas bibliotecas públicas e escolares, nas creches e escolas, nas prisões e feiras do livro, nos encontros literários e de forma continuada com as comunidades.

Público-alvo: Alunos do 12.º ano das Escolas e Colégios do Concelho de Ourém
Inscrições: Biblioteca Municipal de Ourém: tel. 249 540 900 (ext. 6841) | biblioteca@cm-ourem.pt
Organização: Município de Ourém/Biblioteca Municipal de Ourém e TMO – Teatro Municipal de Ourém
Parceiros: CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo | Rede de Bibliotecas Públicas Municipais do Médio Tejo
Apoios: Atividade com Cofinanciamento Comunitário e apoio do Centro 2020 através do Fundo Social Europeu

 

BILHETES DISPONÍVEIS EM:

Bol.pt (bit.ly/3zHhV4Y) | Lojas Worten, Fnac, CTT

Bilheteira TMO | 4ª a 6ª | 13:00 – 19:00
Dias de espetáculo | 16:00 – 22:00
bilheteira.tmo@cm-ourem.pt | 916 591 231

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