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TMO | Teatro Municipal de Ourém – Abril 2022

23 Março, 2022

Barreiras ao Acesso Cultural, por Terra Amarela e Acesso Cultura
1 abril | 19:00 | Gratuito com inscrições na Bilheteira TMO
Seminário | Sala Estúdio do TMO

 

Entendendo a Cultura e a Criação Artística como parte fundamental da construção do espaço social, pensemos juntos: Com quem estamos a construir este espaço? Que mecanismos podemos identificar, estudar e aplicar na dinâmica cultural e artística, para definir espaços coletivos mais plurais, participativos e dialogantes com o que está para lá da nossa zona de conforto? Neste encontro, olharemos de forma mais profunda para o conceito de Acesso, procurando identificar em conjunto o que está feito e o que ainda podemos edificar juntos.

 

Oradores: Maria Vlachou e Marco Paiva
Questões: Que mudanças se têm verificado em Portugal, no domínio do Acesso à criação e fruição cultural? O que foi feito e o que está por fazer?

 

Maria Vlachou

Consultora em Gestão e Comunicação Cultural. Membro fundador e Directora Executiva da associação Acesso Cultura. Autora do blog Musing on Culture (e do livro homónimo), onde escreve sobre cultura, gestão e comunicação cultural, públicos, acesso. Gestora da página de Facebook Museum texts / Textos em Museus e co-gestora do blog Museums and Migration. Participou no projecto europeu RESHAPE – Reflect, Share, Practice, Experiment, sendo membro do grupo “Arts and Citizenship”. Membro do Conselho Consultivo do Solidarity in Action Network.

Foi Directora de Comunicação do São Luiz Teatro Municipal (2006-2012) e Responsável de Comunicação do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva (2001-2006). Membro dos corpos gerentes do ICOM Portugal (2005-2014) e editora do seu boletim. Foi consultora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva e da Comissão Cultural da Marinha. Colaborou com os programas Descobrir e Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Fellow e membro do ISPA – International Society for the Performing Arts (2018, 2020). Alumna do DeVos Institute of Arts Management at the Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, 2011-2013); Mestre em Museologia pela University College London (1994), tendo realizado estágios no Petrie Museum of Egyptian Archaeology e no Natural History Museum; Licenciada em História e Arqueologia (Universidade de Ioannina, 1992).

 

Marco Paiva

Nasceu na Covilhã a 30 de agosto de 1980.

Licenciado em Teatro ‐ Formação de Atores pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Concluiu em 2008 o Curso Europeu de Aperfeiçoamento Teatral É́cole Des Mêitres, dirigido pelo encenador brasileiro Enrique Diaz (CIA dos Atores). PÓS GRADUAÇÃO em Empreendedorismo e Estudos da Cultura – Ramo de Gestão Cultural, no ISCTE.

Tem vindo a colaborar como actor e encenador em diversas estruturas, nomeadamente: o Teatro Nacional D. Maria II, Centro Dramático Nacional de Espanha, Comuna Teatro de Pesquisa, mala voadora, O Bando, L.A.M.A – Laboratório de Artes e Media do Algarve, Culturgest, Casa da Música, Teatro Helena Sá e Costa, projeto Crinabel Teatro, entre outros.

Trabalhou com os encenadores João Ricardo, João Mota, Emmanuel Demarcy‐ Mota, Enrique Diaz, Álvaro Correia, Jorge Andrade, Alex Cassal, Paula Diogo, Crista Alfaiate, Carla Maciel, Hugo Franco, André Murraças e Caroline Bergeron.

Em cinema trabalhou entre outros com Miguel Martí, Joaquim Leitão, João Pedro Rodrigues, Dinis Costa, Edgar Pêra, José Fonseca e Costa, Tiago Guedes e Diogo Costa Amarante.

Colaborou com o projeto Crinabel Teatro desde 2000, assumindo as responsabilidades da coordenação artística entre 2008 e 2021.

Fundou em 2018 a TERRA AMARELA – Plataforma de Criação Artística Inclusiva, que desenvolve o seu trabalho em torno da cultura acessível e das práticas artísticas inclusivas.

Colaborou com a Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Lusófona, IADE, Escola Superior de Educação, Escola profissional de Imagem, Acesso Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian, através da realização de seminários, Formações, coordenação de módulos e estágios nas áreas do teatro, da educação pela arte e da mediação cultural.

 

Aldebarã, por Terra Amarela
1 abril | Público Escolar
2 abril | 11:00 | 2€ (por criança) + 4€ (por adulto)
Teatro | Sala Principal do TMO

 

ALDEBARÃ é um espetáculo teatral para a juventude construído a partir de jornadas mitológicas de heróis como Ulisses, Eneias e Jasão. A narrativa de viagem é um recurso para explorar temas como alteridade, diversidade e construção de linguagem. Este é um projeto concebido com um elenco de intérpretes-criadores com um perfil que se apoia na diferença: artistas com distintas idades, raças, capacidades intelectuais, ferramentas de comunicação. Uma tripulação incomum numa aventura desafiadora.

“Portugal, ano 2118. Os recursos naturais da Terra estão esgotados e a humanidade está à beira da extinção. Como último recurso, a Agência Espacial Lusitana vai enviar uma expedição em busca de outro planeta habitável. Destino: a estrela Aldebarã, uma das mais próximas do nosso sistema solar. Uma nave veloz é construída e PROCURAM-SE tripulantes para esta missão repleta de perigos e incertezas. Mas os únicos voluntários a oferecer-se formam uma tripulação de párias, desajustados e estouvados. Agora estes argonautas futuristas devem unir as suas forças e lançar-se no desconhecido. Conseguirão eles salvar o planeta que os rejeitou?”

Classificação etária: M/6
Duração: 45min

 

Territórios Poéticos, por Terra Amarela
1 abril | Público Escolar
2 abril | 14:30 | Gratuito com inscrições na Bilheteira TMO
Oficina | Sala Estúdio do TMO

 

“Territórios Poéticos” ou a possibilidade de construir uma nova geografia | Oficina de Criação Teatral

Com esta oficina pretendemos dotar os participantes de ferramentas de criação e composição teatral, que partam da exploração das idiossincrasias de cada individuo, explorando e potenciando a sua visão sobre o que entende sobre si e o outro, os territórios que ocupa (Plano da Consciência) e as geografias que pretende habitar (Plano do inconsciente) caminhando do real para a ficção. Durante as oficinas criaremos juntos um novo território. Um território feito de cada uma das pessoas do coletivo. Trataremos de observar e praticar minuciosamente a poesia de cada movimento, de cada posição critica, de cada nova palavra, de cada nova reinvenção do quotidiano. E no final apresentaremos esta nova forma de olhar para o Mundo, uma forma que se centra na ideia de olhar para cada individuo como um ser plural, inconstante, imprevisível e infinitamente misterioso. Cada individuo como uma nova possibilidade de reler o Mundo e os seus territórios; cada individuo como um novo TERRITORIO POÉTICO. E no final de tudo, deixar em aberto a possibilidade de nos olharmos para além da primeira camada: sermos para além da carne.

 

Ações chave – Diversidade, Liberdade e Inclusão
Coordenação – Marco Paiva
Conteúdos práticos: Dinâmica, foco, planos, imaginação, memoria individual e coletiva, suspensão, ruturas, sistemas de criação e composição participativas.

 

Ciclo de Cinema Wim Wenders
6 abril | Paris, Texas
13 abril | As Asas do Desejo
20 abril | Lisbon Story
27 abril | Pina
Sala Estúdio do TMO | 21:30 | 3€

 

Ciclo de Cinema Wim Wenders – Paris, Texas

Distinguido com o Grande Prémio na edição do Festival de Cannes de 1984, “Paris, Texas” conta a história de um homem que sofre de amnésia (Harry Dean Stanton) e da sua luta para reconstruir uma vida feita em pedaços. Travis regressa a Paris, no estado do Texas, ao fim de quatro anos. O seu irmão, Walt, reencontra uma figura suja, vestindo roupas gastas, sem memória, magro e mudo. Uma das únicas coisas de que Travis se lembra é de a sua mãe lhe ter dito onde ela e o seu pai fizeram amor pela primeira vez. A partir dos fragmentos, Travis vai tentar reconstruir o puzzle desfeito em que a sua vida se tornou.

Título original: Paris, Texas
De: Wim Wenders
Com: Dean Stockwell, Harry Dean Stanton, Sam Shepard, Nastassja Kinski
Género: Drama
Classificação: M/12
Outros dados: ALE/FRA/GB, 1984, Cores, 147 min.

FESTIVAIS E PRÉMIOS
Festival de Cannes 1984 – Palma de Ouro; Prémio FIPRESCI; Prémio do Júri Ecuménico
BAFTA 1985 – Melhor Realização
Golden Globes 1985 – Nomeação para Melhor Filme Estrangeiro

 

Ciclo de Cinema Wim Wenders – As Asas do Desejo

Na Berlim fria e devastada do pós-guerra, um batalhão de anjos vela pelas almas perdidas que sofrem em silêncio. Entre a guarda divina estão os anjos Damiel (Bruno Ganz) e Cassiel (Otto Sander). Os dois observam o dia-a-dia dos seres humanos com curiosidade e admiração mas, no fundo, desejam viver as suas experiências, sentir as suas emoções – o que a condição de anjos não lhes permite. Um dia, Daniel fica encantado ao ver uma bela trapezista de circo, Marion (Solveig Dommartin), e apaixona-se por ela. Para poder tocá-la, tem de deixar de ser anjo e tornar-se humano, perdendo para sempre a sua imortalidade. Para ajudá-lo aparece Peter Falk, um anjo caído que soube fazer a transição entre os dois mundos. “As Asas do Desejo” narra a disputa entre o divino e o efémero, com uma lentidão poética pontuada por imagens a cores e preto e branco, que valeu a Wim Wenders a Palma de Ouro em Cannes.

Título original: Der Himmel über Berlin
De: Wim Wenders
Com: Bruno Ganz, Otto Sander, Peter Falk, Solveig Dommartin
Género: Drama
Classificação: M/12
Outros dados: FRA/ALE, 1987, Cores e P/B, 127 min.

FESTIVAIS E PRÉMIOS
Festival de Cannes – Prémio de Realização
Sindicato Francês de Críticos de Cinema – Melhor Filme Estrangeiro
Césares – Nomeação para Melhor Filme Estrangeiro
European Film Awards – Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário
German Film Awards – Melhor Filme, Melhor Fotografia
BAFTA – Nomeação para Melhor Filme Estrangeiro
Independent Spirit Awards – Melhor Filme Estrangeiro
Associação de Críticos de Cinema de Nova Iorque – Melhor Fotografia

 

Ciclo de Cinema Wim Wenders – Lisbon Story

Debaixo de um monte de cartas está um lacónico, porém imperativo, telegrama: o engenheiro de som Philip Winter tem que viajar até Lisboa para ajudar o seu amigo Friedrich Monroe, que está a rodar um filme naquela cidade.

Com um pé engessado, Winter atravessa a Europa de norte a sul até chegar à capital portuguesa, só que já é um pouco tarde demais: Friedrich desapareceu. Na grande casa onde vivia, o realizador não deixou mais do que uma película inacabada, imagens sem som recolhidas nas ruas de Lisboa com uma velha câmera de filmar, como a de Buster Keaton em “The Cameraman”.

Pacientemente, Winter decide pôr o som nas imagens: encantado com a cidade, deambula pelas ruas de microfone na mão, atrás das filmagens do amigo. Entretanto conhece os Madredeus e a sua bela cantora, Teresa, a que Winter não fica indiferente. O grupo tinha alojado o cineasta e, antes deste partir, tinha mesmo chegado a compor a música para o seu filme. Winter trava ainda conhecimento com o realizador Manoel de Oliveira com quem fala de Deus, da arte e do cinema. Só que de Friedrich, nem rasto. Talvez se tenha aventurado por bairros mal afamados. Pelo menos é isso que Winter acaba por pensar quando um ladrão foge com o seu dinheiro.

Filmado inteiramente em Portugal e na cidade de Lisboa, o filme resulta de um convite feito ao realizador a propósito de Lisboa ´94 – Capital Europeia da Cultura.

Título original: Lisbon Story
De: Wim Wenders
Com: Canto e Castro, Manoel de Oliveira, Patrick Bauchau, Rüdiger Vogler, Teresa Salgueiro, Vasco Sequeira
Outros dados: ALE/POR, 1994, Cores, 100 min., M/12

 

Ciclo de Cinema Wim Wenders – Pina

Uma homenagem a Pina Bausch (1940-2009) pelo aclamado realizador Wim Wenders com coreografia da companhia Tanztheater Wuppertal a partir da obra da coreógrafa alemã. Traçado à volta de “A Sagração da Primavera”, “Café Müller”, “Kontakthof” e “Vollmond”, as quatro mais famosas peças da coreógrafa, o filme leva-nos numa viagem às profundezas da arte da dança, tendo como cenário a cidade de Wuppertal, Alemanha, que Pina Bausch escolheu para viver os últimos 35 anos da sua vida e que Wenders quis que se tornasse, ela mesma, uma personagem da história a contar.

Seleção Oficial Festival de Cinema de Berlim

Título original: Pina
De: Wim Wenders
Género: Documentário
Classificação: M/12
Outros dados: FRA/ALE, 2011, Cores, 103 min., M/12

 

A Fanfarra, pelo Grupo de Teatro de Idade Maior do TMO
8 abril | Sala Principal do TMO | 21:30 | 5€
10 abril | CDSC Cercal, Vales e Ninho | 17:00 | 3€ não sócios/2,5€ sócios (a reverter para a associação)

 

O Teatro Maior de Idade do Teatro Municipal de Ourém ou o, TMI do TMO, inicia o seu percurso de pesquisa e experimentação teatral com uma seleção de textos do dramaturgo Karl Valentin. É a partir de textos como, “Porque estão os teatros vazios”, “No chapeleiro”, “Na farmácia”, “Pai e filho falam de guerra” e “A fanfarra”, que o encontro com o dramaturgo alemão se dá.

Karl Valentin nasce em Munique em 1882 e morre em 1948, atravessando as diversas transformações do mundo, inspira, com a sua escrita cómica e de intervenção, grandes dramaturgos como Bertold Brecht e Samuel Beckett.

Esta criação propõem um espaço de reflexão, numa espécie de exercício de apelo à simplicidade, suportada numa obra datada, mas que, apesar de tudo, se encontra bastante atual.

 

Texto original: Karl Valentin
Tradução: Maria Adélia Silva Melo, Osório Mateus, Almeida Faria, Luísa Neto Jorge. Edição Artistas Unidos/Livros Cotovia
Encenação: Eduardo Dias
Interpretação: Arminda Faria, Filipe Pereira, Gracinda Pereira, Guida Maria, José Carvalhal, Luís Delgado, Margarida Lemos, Teresa Oliveira, Rosa Marinho
Produção executiva e técnica: Teatro Municipal de Ourém

Duração: 60 min.
Classificação Etária: M/12

 

Moullinex
9 abril | 21:30 | 10€ (descontos aplicáveis)
Música | Sala Principal do TMO

 

Moullinex é o alter ego do produtor português, DJ e multi-instrumentista Luís Clara Gomes. Da ciência à arte, da espontaneidade ao formalismo, do orgânico ao artificial, do isolamento à comunidade, Moullinex prospera em interseções. É nelas que cria música que tanto vive dentro dos limites da pista de dança, como permite introspecção ao ser escutada na intimidade dos headphones. Desde contemplações melancólicas na electrónica à house e disco mais exuberantes, o seu trabalho tem colhido elogios globalmente por público e crítica. Foi a olhar para as estrelas que Luís Clara Gomes desenvolveu a sua paixão pela astronomia. Em criança que desenhava mapas galáticos e naves espaciais imaginárias que, mais tarde, o levaram à investigação em astronomia e neurologia. A sua paixão pela ciência abriu caminho até à música electrónica, onde Vangelis e Giorgio Moroder e mais tarde Air, Stevie Wonder e MPB se tornaram as suas principais referências. Com Xinobi criou a Discotexas em 2007, um coletivo que começou como uma residência mensal no Lux Frágil em Lisboa e, mais tarde, se tornou numa editora que rapidamente se estabeleceu como referência nacional e internacional. Começou por fazer remixes para Cut Copy, Sebastien Tellier, Royksopp e Robyn, enquanto explorava originais na Discotexas. Depois de “Flora” (2012), “Elsewhere” (2015) e “Hypersex” (2017), o novo álbum “Requiem for Empathy” (2021) vem confirmar a sua enorme versatilidade e subtileza como produtor multifacetado. Este novo trabalho transmite-nos uma fase de recomeço seguindo linhas mais electrónicas, longe da instrumentação tradicional, evidenciando um estado emocional mais vulnerável. “Requiem for Empathy” conta ainda com as mais especiais colaborações. GPU Panic, Ekstra Bonus, Sara Tavares, Selma Uamusse e Afonso Cabral são os convidados que, juntamente com Moullinex, redefinem a cena musical de Lisboa, ao se conectarem com múltiplas expressões culturais, onde a capital portuguesa é naturalmente o seu ponto de encontro. Com os apoios de Pete Tong na BBC Radio, The Fader, Mixmag, DJ Mag, Triple J Radio Australia e muitos mais, os seus mais recentes singles contam ainda com remixes do “disco-don” de LA, Poolside, do maestro inglês Seb Wildblood, do conceituado produtor Patrice Bäumel e ainda de Damian Lazarus, o homem por trás da Crosstown Rebels, uma incontornável instituição na música de dança underground. A pandemia tem contribuído para um período de redescoberta para o artista. No estúdio improvisado em casa, gravou o single “Luz”, cujo videoclipe foi filmado com binóculos e amigos à varanda. Realiza livestreams para as prestigiadas DJ Mag e Worldwide FM, e explora inteligência artificial no contexto visual do seu mais recente trabalho, “Requiem for Empathy”. O tema central da empatia leva-o ainda a organizar uma residência com neurocientistas, músicos e artistas visuais, na qual o grupo desenvolve uma performance com recurso à atividade cerebral de voluntários. Podem a ciência e a arte criar empatia? Foi o que Moullinex partiu à descoberta para o seu quarto álbum. Requiem For Empathy parte desta declaração de interesse de Luís Clara Gomes olhando para o coração da pista de dança, oferecendo-nos, igualmente, espaços de refúgio para contemplação, mais digital e sintética mas não por isso menos física e emocional.

 

Duração: 70 minutos.
Classificação etária: M/6

Preço: 10€
Preço com desconto: 8€

(desconto JOVEM para menores 30 anos; desconto SÉNIOR para maiores 65 anos; desconto FAMÍLIAS para famílias de 3 ou mais elementos com adulto(s) e criança(s) até aos 12 anos; desconto CULTURAL para alunos e professores de Conservatórios, Academias, Escolas de Artes e Ensino Superior Artístico)

 

Carlos Bica + Daniel Erdmann + DJ Illvibe
16 abril | 21:30 | 10€ (descontos aplicáveis)
Música | Sala Principal do TMO

 

Carlos Bica “ I am the escaped one” com Daniel Erdmann e DJIIvibe

O contrabaixista e compositor Carlos Bica construiu um nicho musical de uma forte identidade com o seu estilo inventivo de um jazz ao mesmo tempo lírico e indie. Entre os vários projetos musicais que lidera, o seu trio AZUL tornou-se na sua imagem de marca como contrabaixista e compositor. Desde há mais de vinte anos que o trio AZUL de Bica, com Frank Möbus e Jim Black, fascina os seus ouvintes.

Agora encontramo-lo com Daniel Erdmann (saxofone tenor) e DJ Illvibe (gira-discos), o mesmo que já conhecíamos da sua participação no álbum Believer, do trio Azul.

O saxofonista Daniel Erdman vem ganhando nome na cena europeia do jazz e os críticos não hesitam em apontá-lo como um dos mais inventivos músicos da atualidade. Em ensembles como Das Kapital, Lenina e Velvet Revolution, Erdmann definiu um estilo saxofonístico que, sem fazer tábua-rasa de todas as tradições que definem o jazz, acrescenta-lhes novas perspetivas.

Pelo seu lado, DJ Illvibe, de seu verdadeiro nome Vincent von Schlippenbach, filho do pianista de free-jazz Alexander von Schlippenbach, traz as sonoridades do hip-hop e da música eletrónica para os domínios da improvisação, mediante colaborações com o seu pai e a pianista Aki Takase, ou quando a eles se associa o baterista Paul Lovens, ou com músicos como Lawrence Casserley, Jeffrey Morgan ou Harri Sjöström.

Illvibe é um garimpeiro à procura dos mais loucos fragmentos de sons, um DJ maníaco, um consumidor de Vinyl, Vincent von Schlippenbach é o DJ Illvibe e o mundo é um disco.

 

Carlos Bica: contrabaixo
Daniel Erdmann: saxofone tenor
DJ Illvibe: gira-discos

 

Classificação etária: M/6
Duração: 75min

Preço: 10€
Preço com desconto: 8€

(desconto JOVEM para menores 30 anos; desconto SÉNIOR para maiores 65 anos; desconto FAMÍLIAS para famílias de 3 ou mais elementos com adulto(s) e criança(s) até aos 12 anos; desconto CULTURAL para alunos e professores de Conservatórios, Academias, Escolas de Artes e Ensino Superior Artístico)

 

Maria, pela Companhia Útero
19 a 22 abril | Público Escolar
Teatro | Estabelecimentos escolares do concelho

 

Iniciativa integrada na I Semana da Educação e dirigida exclusivamente a alunos dos estabelecimentos escolares concelhios.

O Útero na escola, no teatro, na rua, no pátio. A vontade de “Invadir a escola” ou chegar a adolescentes, em idade escolar, com um projeto artístico foi uma evolução do grupo no sentido de uma intervenção mais direta na comunidade. Os alunos, em confronto com diferentes linguagens artísticas e com o espaço plural que é habitado por toda a criação contemporânea, se transformarão em mulheres e homens com uma maior sensibilidade e uma maior tolerância e sentido crítico na sua relação com os outros e com o mundo. A peça está centrada na figura de uma adolescente de 14 anos. Uma rapariga que procura criar a sua identidade através da descoberta do mundo e de si própria dentro do seu corpo em mutação. Rapariga com uma forte relação tecnológica com todo o meio que a envolve.

 

Escola Básica Integrada de Freixianda | 19 abril | 11:00
Centro de Estudos de Fátima | 20 abril | 11:00
Colégio de São Miguel | 20 abril | 15:00
Escola Básica e Secundária de Ourém | 21 abril | 11:00 + 15:00
Escola Básica 2.3, D. Afonso, IV Conde de Ourém | 22 abril | 11:00
Colégio Sagrado Coração de Maria | 22 abril | 15:00

 

Classificação etária: M/08
Duração: 35 min

 

Diogo Piçarra em Pessoa
20 abril | Público Escolar
Oficina Pedagógica | Sala Principal do TMO

 

Iniciativa integrada na I Semana da Educação e dirigida exclusivamente a alunos dos estabelecimentos escolares concelhios.

É um projeto de promoção da Língua e Literatura Portuguesas assinado pelo músico português Diogo Piçarra e direcionado para os/as alunos/as do 3.º ciclo de escolaridade e Ensino Secundário, que incluiu a edição, apresentação e adaptação ao teatro de dois livros, da autoria do músico, sobre obras de Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões: “Diogo Piçarra em Pessoa” e “Os Tvgas”.

Para além dos livros e peças de teatro, o projeto incluiu, também, composições musicais da autoria de Diogo Piçarra, inspiradas na obra pessoana e camoniana.

 

 

Livres e iguais, por Carlão
21 abril | Público Escolar
Oficina Pedagógica | Sala Principal do TMO

 

Iniciativa integrada na I Semana da Educação e dirigida exclusivamente a alunos dos estabelecimentos escolares concelhios.

“Livres e Iguais” é um projeto pedagógico de promoção do Interculturalismo, desenvolvido pela empresa Betweien em parceria com o músico Carlão. Este projeto é direcionado para os alunos e para as alunas do 3.º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário e trabalha, com o propósito de sensibilizar, mas, essencialmente, acabar, com qualquer tipo de discriminação, fundada no princípio da ignorância e do ódio, que bloqueie a construção de uma sociedade intercultural. No livro, abordamos a questão do Racismo, da Discriminação Étnica e da Xenofobia, dotando os/as leitores/as do conhecimento e das ferramentas de que necessitam para combater, em si e naqueles que os rodeiam, atitudes e comportamentos discriminatórios. Algumas ferramentas de reflexão e autoconhecimento, de enquadramento teórico e jurídico e alguns dados estatísticos são parte dos conteúdos que compõem o livro, que, para além de três histórias ficcionadas sobre Racismo, Discriminação étnica e Xenofobia, conta, também, com a letra de três temas musicados pelo Carlão sobre cada uma destas temáticas.

Este projeto beneficia ainda de duas parcerias estratégicas: com a Associação SOS Racismo e com o Conselho Português para os Refugiados. Estes parceiros no projeto dão a garantia de qualidade dos conteúdos explorados.​

 

Cenourém 2022 – XXII Festival de Teatro Amador

Falar Verdade a Mentir
22 abril | Grupo de Cultura e Artes da Escola Básica e Secundária de Ourém

Sala Principal do TMO | 21:30 | 3€

 

Falar Verdade a Mentir, é uma pequena comédia em que as personagens são continuamente confrontadas com uma sucessão de mentiras que geram as maiores confusões. Duarte, noivo de Amália, é um mentiroso compulsivo. Amália é filha do senhor Brás Ferreira, senhor rico e muito honesto, que não suporta mentiras! Se ele perceber que o futuro genro diz a mais pequena mentira, não haverá casamento. Joaquina, a criada de Amália, namora José Félix. Os dois vão fazer tudo o que podem – e não podem – para que as mentiras de Duarte se transformem, como por milagre, em autênticas verdades! As mentiras sucedem-se, o magnata Brás Ferreira hesita, o General Lemos bebe um copo de vinho do porto e tudo não passa, afinal, de um fascinante jogo de “Falar Verdade a Mentir”.

Classificação etária: M/6
Duração: 60 min

 

O meu amor virá de comboio, pela Ritual de Domingo
23 abril | 21:30 | 3€
Teatro | Auditório da EB 2.3 Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão – Caxarias

 

“O Meu Amor Virá de Comboio” é um espetáculo teatral sobre o universo dos comboios, que pretende incentivar e desenvolver a curiosidade pelos comboios e ao mesmo tempo explorar o universo do modelismo ferroviário. Baseado nas histórias dos trabalhadores da linha e na literatura de viagens, este espetáculo é uma viagem pela magia dos comboios. À boleia de um modelo de comboio à escala fomos à descoberta da Linha do Dão, um fio de memória que desvenda uma história de amor. Que é também um poema dedicado ao caminho-de-ferro, que pretende recuperar, incentivar e desenvolver a curiosidade pelos comboios e pelo imaginário da ferrovia, aliando a aproximação ao contexto do modelismo. Para além de chamar a atenção para um meio de transporte mais sustentável, num momento determinante para a defesa do ambiente. O projeto foi concebido para se poder adaptar a outras realidades onde exista memória do caminho-de-ferro ou com forte ligação identitária ao contexto ferroviário.

 

Bilhetes disponíveis na Junta de Freguesia de Caxarias

 

Classificação etária: M/06
Duração: 60 min
Parceiros: Município de Ourém, Junta de Freguesia de Caxarias e Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão

 

Retratos de Liberdade, pela Sociedade Filarmónica Ouriense + Tomar-lhe o Gosto
25 abril | 18:00 | Gratuito
Música | Sala Principal do TMO

 

Numa iniciativa da Sociedade Filarmónica Ouriense em parceria com a Câmara Municipal de Ourém, a SFO apresenta um programa integrado nas comemorações do 48º aniversário da Revolução de Abril que deu início à implantação de um regime democrático, que viria a ser conhecida como “Revolução dos Cravos”.

No magnífico Teatro Municipal de Ourém, a SFO convida o grupo “Tomar-lhe o Gosto” e apresenta o Concerto “Retratos de Liberdade” para um fim de tarde cheio de emoção, celebrando músicas e canções símbolos da revolução e da liberdade. Tomar-lhe o Gosto, um quarteto da nossa região que divulga a língua e cultura portuguesas por todo o nosso País e celebra brilhantemente Abril no seu repertório habitual, composto por José Santos, Paulo Serafim, Rui Sérgio e Mafalda Rodrigues. Este Concerto conta ainda com a participação especial de Catarina Santos, do ensemble de cordas Ouriensemble e do professor ilustrador Gabriel Lagarto.

Prometemos um programa de memórias evocando a mensagem que as músicas de intervenção revivem, num misto de emoção e sentido de união, para uma tarde memorável e inesquecível ao som da Sociedade Filarmónica Ouriense e dos “Tomar-lhe o Gosto”.

O Concerto “Retratos de Liberdade” é um tributo à democracia num dia de celebrar liberdades.

A Direção Musical está a cargo do maestro João Paulo Fernandes.

 

AmarAmália 2020, pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo
29 abril | 21:30 | 10€
Dança | Sala Principal do TMO

 

“O fado nasceu a bordo, aos ritmos infinitos do mar, nas
convulsões dessa alma do mundo, na embriaguez
murmurante dessa eternidade da água.”
Pinto de Carvalho in História do Fado

As hipóteses sobre a origem do Fado são muito diversas. Para uns, as suas raízes estão no Oriente, para outros nas canções dos escravos levados para o Brasil que cantavam ao ritmo murmurante do oceano. Gosto da imagem nostálgica de um Fado nascido em alto mar. Mas, enquanto coreógrafo, o que me seduz é sobretudo a emoção e a força dramática com que chegou até nós na voz divina de Amália.

O processo de trabalho dessas obras teve sempre, do ponto de vista musical a mesma linha de organização: os fados escolhidos foram enquadrados numa malha musical formada por uma colagem de diversas obras musicais que surgirão nos interstícios.

AMARAMÁLIA 2020 começará como uma projecção imaginária, uma cerimónia sem tempo e personagens definidas. O seu espaço tanto poderá ser a geometria obscura das vielas e tabernas de Lisboa — na sua penumbra habitada —, como uma janela debruçada sobre a claridade de um lugar sem nome. As flutuações do destino e das paixões humanas, a tristeza, a separação, a estranheza, o voo e o grito pela liberdade, ressurgirão como a expressão de um sentimento de vida incerta. O discurso teatral acompanhará o espírito de cada um dos poemas escolhidos —, ao mesmo tempo que se abandonará á voz de Amália, à sua emoção e às suas múltiplas interpretações —, como matéria-prima do seu sentido e da sua própria expressão coreográfica. O que, principalmente, me move ao abordar esta nova obra é prestar uma homenagem sincera a essa extraordinária e inesquecível Artista que tornou o fado universal e orgulho do nosso povo.

 

Ficha Artística
Coreografia: Vasco Wellenkamp
Consultor Dramatúrgico: Daniel Gorjão
Ensaiadora: Cláudia Sampaio
Cenografia: Luís Santos e Wilson Galvão
Assistente de Cenografia: Samuel Garcia
Desenho de Luz: Vasco Wellenkamp
Figurinos: Liliana Mendonça e Teresa Martins
Bailarinos: Beatriz Mira, Carlos Silva, Francisco Ferreira, Ísis Magro de Sá, Maria Mira, Ricardo Henriques, Rita Baptista, Rita Carpinteiro, Sara Casal, Tiago Barreiros.
Fotografia: João Costa

Ficha Técnica
Direção: Vasco Wellenkamp
Direção Artística: Cláudia Sampaio
Consultoria Artística: Liliana Mendonça
Direção de Produção: Cláudia Alfaiate
Assistência à produção: Anabela Cachinho
Gestão Financeira: Bernardo Beja
Comunicação e Imagem: Rita Carpinteiro
Director Técnico: Ricardo Campos
Direção de Cena: Cláudia Sampaio

Apoio ao Espectáculo AMARAMÁLIA 2020: Fundação Calouste Gulbenkian
Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
Principal Parceiro da CPBC: Allianz Portugal
Apoio às digressões: RHmais
Apoio às instalações: Câmara Municipal de Lisboa
Apoio à Fisioterapia: Movimento Encadeado

 

Classificação Etária: M/6
Duração: 90 min. (aprox.)

 

RUGE, com Rodrigo Guedes de Carvalho, Daniela Onís e Ruben Alves
30 abril | 21:30 | 7,5€ (descontos aplicáveis)
Música + Poesia | Sala Principal do TMO

 

RUGE é o mais recente projeto de Rodrigo Guedes de Carvalho com Daniela Onís e Ruben Alves. Um encontro de poesia e música no cruzamento entre a palavra escrita, cantada e falada. RUGE é um espetáculo sobre o amor e tudo em volta. É sobre paixão e revolta. Nasceu da paixão pelas palavras, que se juntaram em frases. Depois cresceram e tornaram-se uma urgência para ser dita e escutada. O microfone colocou- se junto ao coração. Depois veio a música e deram as mãos. Há dramas e desabafos, e riso mal escondido nas ironias. Sem nenhum medo de mostrar emoções, RUGE é uma narrativa de poemas e canções sobre todos nós.

 

Rodrigo Guedes de Carvalho: voz
Daniela Onís: voz
Ruben Alves: teclado

Desenho de som: João Mendes
Desenho de luz: Luís Duarte

 

Classificação Etária – M/16
Duração
– 70 min (aprox.)

Preço: 7,5€
Preço com desconto: 6€
(desconto JOVEM para menores 30 anos; desconto SÉNIOR para maiores 65 anos; desconto FAMÍLIAS para famílias de 3 ou mais elementos com adulto(s) e criança(s) até aos 12 anos; desconto CULTURAL para alunos e professores de Conservatórios, Academias, Escolas de Artes e Ensino Superior Artístico)

 

 

BILHETES E MAIS INFORMAÇÕES EM:

Bol.pt (bit.ly/3zHhV4Y) | Lojas Worten, Fnac, CTT

Bilheteira TMO | 4ª a 6ª | 13:00 – 19:00
Dias de espetáculo | 16:00 – 22:00
bilheteira.tmo@cm-ourem.pt | 916 591 231

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