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Votar é um direito e também um dever. Diga não à abstenção

28 Janeiro, 2022

O Município de Ourém associa-se à Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV), no combate à abstenção, alertando para o exercício do direito de voto, em  cumprimento daquilo que é também um dever de cada cidadão. Neste sentido, reproduzimos a versão integral do comunicado assinado pela direção da CPV, no âmbito das Legislativas 2022.

 

Voluntariado não combina com abstenção eleitoral

Como sabemos, no próximo domingo, dia 30, todas as portuguesas e os portugueses, a partir dos 18 anos de idade, são convidados a participar no ato eleitoral.

Estamos num tempo, tanto a nível mundial como nacional, de grande complexidade. As duas dimensões geográficas interligam-se, dada a globalização, sobretudo, da economia. Assolados por uma pandemia que tem arrastado consigo problemas, a vários níveis e de diversas naturezas, que teima em persistir.

Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística apresentou dados em que refere que a pobreza aumentou, atingindo, sobretudo, crianças, jovens, idosos, famílias monoparentais, desempregados e empregados. Na área escolar, o aumento do insucesso, o abandono precoce pelas dificuldades decorrentes das aulas telemáticas. No campo sanitário, tantos problemas graves de saúde que aguardam por serem atendidos e, por rastos que a pandemia está a deixar, não se pode adiar mais uma maior atenção aos cuidados preventivos e recuperativos da saúde mental, investindo mais meios monetários. Na proteção da natureza e dos animais há que haver uma intervenção mais eficaz, sem esquecer a limpeza das florestas e o abandono cruel dos animais. A inclusão de Seres Humanos, como sem-abrigo e dependentes de aditivos exige uma articulação entre diferentes serviços oficiais e particulares. A responsabilização dos organismos oficiais, mas de cada cidadão no abrandamento rápido das alterações climáticas não deve ser descurada. Trabalho para todos, recuperando profissões tradicionais, com a difusão de mais escolas profissionais, assim como a colocação dos nossos jovens que concluem os seus os cursos superiores. São apenas algumas realidades, que justificam não ficarmos em casa no próximo domingo. Em democracia, votar não é só um direito é um dever pelas implicações éticas que pode ter na prática da cidadania.

Não coloquemos nas mãos de ninguém o futuro que também é nosso para termos maior legitimidade em exigirmos aos Partidos políticos o cumprimento dos muitos compromissos prometidos que mais nos dizem respeito.

A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) apela a que ninguém se abstenha de participar nas eleições, mas quer dirigir um particular apelo, a todas as voluntárias e a todos os voluntários, que são milhares, neste país, que votem. Não votar seria uma incoerência inqualificável do exemplo de cidadania que dão, com a sua tão grande dedicação ao bem comum, sem nada esperarem em troca. Neste caso não se trata de um ato de generosidade, mas de civismo.

Devem ainda todas as voluntárias e todos os voluntários disponibilizarem-se para apoiar as autarquias ou os vizinhos que tenham dificuldades de mobilidade, e não estejam a cumprir restrições decorrentes da COVID 19, para que ninguém, querendo, fique impedido de cumprir um imperativo nacional.

Fica o apelo da Direção da CPV, na esperança de que não será recebido com indiferença.

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