O Teatro Municipal de Ourém acolheu na tarde desta quarta-feira, 06 de maio, a sessão “Kristin + 90 dias: impactos reais, respostas no terreno e o que falta fazer”, promovida pela NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém / Câmara de Comércio e Indústria.
A iniciativa teve como objetivo fazer um balanço dos impactos provocados pela passagem da Depressão Kristin, 90 dias depois do fenómeno meteorológico que afetou de forma significativa a região do Médio Tejo, em particular os concelhos de Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar.
A sessão de abertura contou com as intervenções de Luís Miguel Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Rui Serrano, Presidente da NERSANT, e José Alho, Vice-Presidente da CCDR LVT.
Na sua intervenção, Luís Miguel Albuquerque sublinhou que todas as situações identificadas foram devidamente reportadas às entidades competentes, destacando que muito foi feito desde a passagem da Depressão Kristin, mas que há ainda trabalho a desenvolver na recuperação dos territórios afetados.
O Presidente da Câmara Municipal de Ourém deu ainda nota das 3.858 participações apresentadas por particulares, das quais cerca de 1.500 já foram pagas, referindo que o objetivo, em articulação com a CCDR, é que os processos estejam concluídos até ao final de junho.
Relativamente ao tecido empresarial, deixou o apelo à criação de respostas adicionais de apoio às empresas afetadas, considerando que, apesar das linhas já existentes, continua a ser necessário reforçar os mecanismos de apoio.
Foi também referido o financiamento de 3,6 milhões de euros, no âmbito da AIGP 2.0 Ourém, destinado a intervenções de limpeza e gestão florestal nos polígonos identificados no concelho, com o objetivo de reduzir o risco de incêndio rural e reforçar a prevenção no território.
Marcaram também presença os Vereadores da Câmara Municipal de Ourém Purificação Reis, Filipe Baptista e Humberto Antunes.
O primeiro painel, dedicado ao tema “O que foi feito: resposta institucional e medidas implementadas”, foi moderado por Rui Serrano, da NERSANT, e reuniu José Eduardo Carvalho, Presidente da AIP – Associação Industrial Portuguesa, Jorge Simões, Secretário Intermunicipal do Médio Tejo, e João Tenreiro, da Segurança Social de Santarém. Neste momento, foram abordadas as respostas desenvolvidas pelas diferentes entidades e as medidas implementadas no apoio aos territórios, empresas e populações afetadas.
O segundo painel, subordinado ao tema “O presente: a realidade das empresas”, foi moderado por Filipe Cortez, da NERSANT, e centrou-se nos impactos sentidos pelo tecido empresarial, através dos testemunhos da Explazeite, Lda., CasaBangWood – Inovações em Madeira, PVC Sousa – Caixilharia, Vigobloco – Construções, S.A., e Grupo TPB – Engenharia e Construção.
A sessão integrou ainda o painel “O que tem de ser feito: respostas urgentes para o território”, moderado por Pedro Mafra, da ACISO, que contou com a participação de Purificação Reis, Vereadora da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fernandes, da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Bruno Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, e Célia Bonet, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Tomar. Dedicado aos desafios que permanecem, este painel abordou as respostas necessárias para apoiar a recuperação dos territórios afetados.
No decorrer da iniciativa, a NERSANT promoveu também um reconhecimento institucional às Juntas de Freguesia dos concelhos de Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar, pelo papel desempenhado no apoio às populações e aos agentes locais na sequência da Depressão Kristin.
Ao longo da sessão, foi reforçada a importância da articulação entre autarquias, entidades regionais, associações empresariais, organismos públicos e empresas, tendo em vista a continuidade das respostas necessárias à recuperação dos territórios afetados.