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Abril – Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância

1 Abril, 2026

Campanha – Serei o que me deres… que seja Amor

No âmbito da Comemoração Nacional do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, assinalado anualmente em abril e cujo tema é “Serei o que me deres… que seja Amor”, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Ourém, à semelhança dos anos anteriores, junta-se à Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, promovendo iniciativas na comunidade que visam consciencializar a população em geral para a importância da prevenção dos maus-tratos infantis a que muitas crianças e jovens ainda estão sujeitas, bem como alertar as crianças e jovens para os seus direitos.

Dando início às comemorações, a CPCJ de Ourém, em colaboração com a Câmara Municipal de Ourém, expôs hoje, na varanda do edifício sede do concelho, um laço azul, realizado pela Estrutura Residencial para Idosos e pela Casa de Acolhimento Residencial da Fundação Arca da Aliança, o qual ficará em exposição durante o presente mês.

Ao longo deste período, serão realizadas e divulgadas diversas iniciativas, em colaboração com várias entidades do concelho, convidadas a juntar-se à CPCJ de Ourém nesta iniciativa, nomeadamente escolas, instituições, juntas de freguesia e comunidade em geral. Neste sentido, hoje, inicia-se a divulgação de uma série de vídeos de curta-metragem, elaborados pelos alunos do 7.º, 8.º e 9.º ano do Agrupamento de Escolas de Caxarias, alusivos à temática da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, que serão divulgados faseadamente ao longo deste mês, nas redes sociais e outros meios de divulgação do município, bem como nos órgãos de comunicação locais.

Porquê um laço azul?

A Campanha do Laço Azul iniciou-se em 1989, na Virgínia, E.U.A., quando uma avó, Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro “para fazer com que as pessoas se questionassem”.

A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade que se revelaram “curiosos” foi trágica, uma vez que os seus netos foram vítimas de maus-tratos físicos severos. Apesar de o azul ser uma cor bonita, Bonnie Finney não queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul, que simboliza a cor das lesões, servir-lhe-ia como um lembrete constante para a sua luta pela proteção das crianças.

Esta campanha, que começou como uma homenagem desta avó ao neto, expandiu-se e, atualmente, muitos países usam as fitas azuis, durante o mês de abril, em memória daqueles que morreram como resultado de abuso infantil e como forma de apoiar as famílias e fortalecer as comunidades nos esforços necessários para prevenir o abuso infantil e a negligência.

As fitas azuis correspondem a uma iniciativa de sensibilização e são uma oportunidade para nos lembrarmos da nossa responsabilidade coletiva e comunitária na prevenção dos maus-tratos.

A história de Bonnie Finney demonstra-nos como a ação de um único cidadão pode ter impacto na comunidade, contribuindo para a afirmação da prevenção da violência e promoção dos direitos humanos da criança.

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