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Caraterização do Território

“Ourém, cidade e sede de concelho do distrito de Santarém, situa-se no centro do país, na área do Vale do Tejo, a cerca de 40Km da costa atlântica e posiciona-se entre a latitude 39º 30´ N e 39º 50´e a longitude 8º 30W e 8º 40´W. A área afeta a este município desenvolve-se entre a vertente norte da Serra de Aire, a plataforma de Fátima a oeste e o Rio Nabão a leste e abrange uma área de cerca de 416,1Km². Fica ainda encravado pelos concelhos de Pombal, a Norte, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere e Tomar a nascente, Torres Novas e Alcanena a sul e a poente pelos concelhos da Batalha e Leiria”.

 

O povoamento é caraterizado por ser disperso, com uma acentuada tendência para a diminuição do número de habitantes das zonas rurais, ou dos lugares de pequena dimensão, em detrimento de um aumento dos núcleos urbanos, nomeadamente as cidades de Ourém e Fátima e as vilas de Caxarias, Freixianda, Vilar dos Prazeres, e Olival, registando em 2011 (dados censitários), uma população na ordem dos 46 mil habitantes distribuídos por 13 freguesias.

No que concerne a infraestruturas relacionadas com os transportes, as acessibilidades externas ficam essencialmente caracterizadas pelo acesso rodoviário à A1, através do nó de Fátima, e o acesso ferroviário à linha do norte, onde tem particular relevo a estação da vila de Caxarias, sendo de referir, a disponibilização recente de uma via complementar de importância regional, o IC9.

O tecido empresarial é essencialmente constituído por pequenas e médias empresas, com particular incidência na indústria transformadora, construção e obras públicas, comércio e hotelaria, concentrando o setor terciário a maior proporção de população empregada (55%), seguido do setor secundário (42%) e por fim o setor primário (3%).

O turismo e em particular o de cariz religioso detém um papel fundamental no desenvolvimento económico do concelho, visto que se estima um volume turístico anual próximo dos 6 milhões de visitantes.

 

ANÁLISE SWOT

Pontos Fortes
• Centralidade geográfica relativamente ao contexto nacional;
• Abundância de alguns recursos naturais;
• Proximidade face aos eixos de desenvolvimento do litoral;
• Proximidade à autoestrada A1 e à linha ferroviária do norte;
• Assinalável dinamismo empresarial (em particular a indústria hoteleira, e do setor da madeira e do mobiliário), com alguma diversidade do tecido económico;
• Importância do setor da construção civil no contexto regional e nacional;
• Taxa de desemprego que embora esteja em crescimento se mantém inferior à verificada na generalidade dos Municípios da região;
• Capacidade de atração de imigrantes;
• Presença de equipamentos sociais de apoio à população de elevado nível e alcance supramunicipal (orfanatos, lares, unidades de recuperação infantil, centros de dia e apoio domiciliário);
• Existência de uma escola profissional de qualidade e com elevada capacidade de integração dos seus formandos com pólos nas duas cidades;
• Serviços de administração religiosa de influência nacional e internacional;
• Fluxos turísticos de grande dimensão com potencial para estimular a atividade industrial, de construção civil, o comércio e outros serviços especializados;
• Equipamentos e locais de interesse histórico-cultural (Pegadas dos Dinossáurios, Santuário, Museus, Castelo, …).

Oportunidades
• Papel de charneira do Município face a dois importantes subsistemas territoriais: Pinhal Litoral e Médio Tejo;
• Dinâmica dos dois principais centros urbanos (Ourém e Fátima) que deverão reforçar a sua coesão e complementaridade;
• Importância internacional de Fátima, enquanto espaço de peregrinação ou visitação religiosa, que poderá constituir-se como uma âncora para a região;
• Basílica da Santíssima Trindade como pólo de atratividade de peregrinos;
• Desenvolvimento do Parque de Negócios de Ourém-Fátima;
• A proximidade à A1 e à linha ferroviária do Norte, bem como o IC9, constituem importantes acessibilidades para o desenvolvimento do município;
• A valorização do setor vitivinícola, reconhecendo a tradicional importância deste setor na área deste município;
• Papel de charneira entre elementos do arco patrimonial – Património da Humanidade.

Pontos Fracos
• Excessiva dispersão do povoamento;
• Recessão demográfica de algumas freguesias (denominação das Freguesias aquando dos censos 2011): Alburitel, Casal dos Bernardos, Formigais, Ribeira do Fárrio, Seiça e Urqueira;
• Progressivo envelhecimento populacional, reflexo da quebra de natalidade registada durante a década de 80;
• Dificuldade em se esboçar uma verdadeira centralidade na área territorial do município, como consequência na sua infraestruturação e dinamização cultural;
• Agricultura denotando um subaproveitamento das potencialidades florestais;
• Propriedade agrícola fragmentada;
• Solo urbano fragmentado – dificuldade de encontrar pontos de urbanização (habitação e indústria)
• Insuficiente valorização do núcleo medieval acastelado de Ourém;
• Reduzido aproveitamento turístico da sede de município face à proximidade de Fátima;
• Deficientes acessibilidades transversais;
• Baixa qualidade e valorização do serviço ferroviário;
• Centralidade do município dividida em dois núcleos com necessidades que se duplicam;
• Sazonalidade da atividade turística, embora com tendências em se esbater;
• Sistema fiscal deficiente (isenções fiscais respeitantes a Fátima, prédios rústicos com baixa tributação dentro das áreas urbanas).
• Excessiva dispersão de equipamentos e infraestruturas induzindo elevados custos de exploração e manutenção.

Ameaças
• Excessiva dispersão do povoamento, com consequências na sua infra-estruturação;
• Complementaridades insuficientes no eixo Ourém/Fátima;
• Dependência funcional de Ourém face a outros centros urbanos (sobretudo Leiria);
• Integração do município no sistema de saúde do Médio Tejo (com três hospitais), dificultando a concretização de investimentos adequados à realidade existente na área do Município e das duas cidades;
• A reforma judicial com o encerramento de tribunais e transferência de valências, afetará a proximidade dos munícipes deste território aos serviços de referência;
• Extensão de área florestal, muito sujeita a ocorrência de incêndios, situação agravada pela existência de uma propriedade florestal fragmentada;
• Tecido económico fortemente fustigado pela adversa conjuntura económica nacional e perceção da existência de reduzidos níveis de confiança dos empresários.

 

Desde a primeira metade dos anos 90 que o Instituto Nacional de Estatística promove a publicação de anuários estatísticos regionais, os quais disponibilizam informação estatística à escala regional e municipal.

Em dezembro de 2014 foi divulgado o Anuário Estatístico da Região Centro – 2013, no qual se engloba informação referente à área do Município de Ourém e cujo âmbito temporal é, fundamentalmente, referente a 2012 e 2013.
Mais informações em www.ine.pt.

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